Ontem pela quarta vez assisti o clássico filme Matrix e relembrei de todo “simbolismo” que o filme trouxe aos meus pesamentos.

Com isso, resgatei um texto que escrevi há algum tempo atrás sobre o filme. Sugiro que você assista o trecho a baixo do filme para se contextualizar com a idéia.


Faça sua escolha!
A trilogia do filme Matrix revolucionou o cinema com seus efeitos especiais. Particularmente, achei o final do último filme fraco, mas não é de se estranhar, de maneira alguma Hollywood mataria sua galinha de ovos de ouro.Creio que o sucesso de Matrix deve-se também a uma mensagem filosófica. No filme há um grande apanhado de culturas e religiões diversas. Todo esse ecumenismo chamou a atenção de poucos, em contra partida, a idéia de fazer parte de um sistema maior é a dúvida deixada na mente de muitos.

Bem, será que toda fome, miséria, individualismo, doença, tragédia e guerras são apenas variáveis de um grande sistema? Será que realmente há um “arquiteto” que é indiferente a todas estas coisas ou até mesmo as criou para seu próprio deleite sádico?Em determinado momento do filme, Morpheus diz a Neo que a escolha da pílula azul apenas camuflará a verdade, mantendo, assim, sua mente aprisionada como a de todos que estão “adormecidos” na Matrix. Nesse momento acredito que Neo pensou que tal situação seria cômoda, até Morpheus apresentar a pílula vermelha que poderia libertar a mente de Neo de todos os conceitos e pré-conceitos do velho Neo.

De todo esse diálogo, a parte que mais me chama a atenção é quando Morpheus se oferece à Neo como guia turístico pelo “País das Maravilhas”.

“Se tomar a pílula vermelha, ficará no País das Maravilhas e eu te mostrarei até onde vai a toca do coelho. Lembre-se, tudo que ofereço é a verdade. Nada mais.”

Em meado de 1998, optei por viver um cristianismo real, já se passava em minha mente que realmente existia um sistema falido que guiava o mundo de uma forma fora do compasso. Matrix, por incrível que pareça, me ajudou a entender que eu realmente vivia uma mentira por opção. Nesse ponto preciso fazer uma observação aos críticos de plantão: não foram Morpheus e Neo que mudaram minha vida e tão pouco me libertaram, mas sim a mensagem da graça através da cruz de Jesus Cristo.

Não me arrependo em momento algum de ter escolhido a “pílula vermelha”, pois, posso sentir como se escamas caíssem dos meus olhos. Sobre o prisma do cristianismo vejo e assimilo as situações da vida de uma forma ímpar, nunca antes experimentada. Nem por isso posso dizer que tenho todas as respostas, mas posso afirmar que sei onde e a quem perguntar.

Finalizo aqui meu pensamento sobre a pí­lula vermelha: ela não me aprisionou a um estilo de vida religiosa, mas sim apresentou-me a uma vida em plenitude, amor, alegria e paz.

Faça sua escolha!